Acompanhantes não podem ficar no setor de embarque.
Acompanhantes não podem ficar no setor de embarque.

A rodoviária São Paulo – terminal Tietê não está cumprindo a regulamentação que proíbe o acesso de acompanhantes na área restrita de embarque dos passageiros.
Mesmo depois de protagonizar um grave acidente envolvendo uma morte e cinco feridos em uma de suas plataformas de embarque, a Socicam – empresa que administra o terminal rodoviário, nada fez para controlar o movimento.
Em 17 de fevereiro, cinco pessoas ficaram feridas e uma morreu após ser atingida por um ônibus da companhia Itapemirim.
O pior é que nem ela e nenhuma das outras rodoviárias de São Paulo estão fiscalizando a entrada dos passageiros até o local de pegar o coletivo.

Com exceção das demais, o terminal Barra Funda é o único que tem placas de sinalização em seus portões com a mensagem de que é proibida a permanência de acompanhantes na plataforma de embarque. Mesmo com o aviso, muitos se aglomeram no local por falta de fiscalização.
A liberdade e o acesso são ainda maiores para aqueles que chegam até o terminal Jabaquara. Lá, sem as grades da Barra Funda e os vidros instalados na rodoviária Tietê, a circulação é desenfreada.
Apesar de não apresentar separação física e restringir o acesso apenas para quem portar as passagens de ônibus, a rodoviária Jabaquara é a única de São Paulo a contar com ponto de parada com sinalização em inglês. A falta da comunicação bilíngue vai prejudicar o fluxo de passageiros estrangeiros que desembarcar na capital durante os jogos da Copa do Mundo.

Na Barra Funda, apenas as placas do Metrô estão sinalizadas com mensagens em inglês. Apesar de não ter funcionários para inibir parentes e acompanhantes até o setor de embarque, o local é o mais eficiente nesse quesito.
Enquanto um ônibus vem e outro vai não da pra saber quem está esperando para embarcar ou se despedir. Por causa da maior capacidade e demanda nas viagens rodoviárias, a rodoviária do Tietê é a mais problemática das outras duas que comandam o serviço de transporte coletivo de São Paulo.
A lei apenas permite a permanência de acompanhantes de idosos e pessoas com deficiência.

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