Acessibilidade até estádios é precária.
Acessibilidade até estádios é precária.

Apesar da qualidade dos gramados e da infraestrutura interna dos estádios brasileiros que receberão os jogos da Copa do Mundo estar impecável, o acesso até a entrada principal e a busca de ônibus até os arredores do local ainda está bem comprometida.
O que sobra de elogios para dentro da construção, falta adjetivos para criticar o planejamento e comprometimento fora dele.
Só em Cuiabá, no estado de Mato Grosso, onde foi construída a nova Arena Pantanal para substituir o antigo estádio Verdão, o governo desembolsou R$ 519,4 milhões e mesmo assim acredita que o valor não é suficiente para aperfeiçoar o transporte de turistas em torno da obra.
O caminho até a porta do complexo esportivo é acompanhada de muita poeira e sujeira oriunda da própria construção do local.

Quem mora na capital e prefere deixar o carro em casa para assistir os jogos, tem muita dificuldade para pegar um táxi na hora de voltar.
Além dos serviços rodoviários serem pouco acessíveis na região, a implantação do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), considerado solução para transportar turistas e torcedores nesse Mundial, parece que vai ficar mesmo só no papel.
É provável que muitas vias fiquem sem asfalto até que a Copa comece. Ainda há falta de iluminação nos arredores e poucas linhas de ônibus.
Para os críticos, o estádio de Cuiabá e a Arena da Amazônia, em Manaus não suportarão os gastos e as exigências feitas pela FIFA para que jogos do torneio sejam disputados em suas cidades.

Em Mato Grosso, as partidas de futebol são pouco expressivas e não acontecem com tanta frequência. O clássico local tem uma média modesta de público de apenas três mil torcedores.
Por causa disso, arenas construídas fora dos Estados dos grandes clubes como em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, devem custear seus financiamentos com dinheiro revertido em bilheterias de shows e eventos institucionais. Mesmo assim, o repasse para melhorar o acesso rodoviário e as viagens de ônibus até o local precisa chegar.
Se o VLT não ficar pronto a tempo da Copa, as companhias de ônibus se tornarão o serviço de transporte oficial para levar e buscar quem pretende assistir os jogos de dentro dos estádios.

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