Viajando de ônibus.

Viajando de ônibus.

O ônibus foi o único tipo de transporte que registrou aumento no interesse de passageiros brasileiros, segundo última pesquisa realizada pelo Ministério do Turismo. Segundo o levantamento, o número de interessados em viagens de ônibus subiu quase 40% em comparação com o período do ano passado. Mais de 10% dos entrevistados também declararam que vão comprar as passagens rodoviárias para a próxima viagem. A preferência pelas aeronaves caiu 9% neste ano, seguida das viagens com o veículo próprio que registrou queda de 1%. Apesar de serem preferência pela maioria dos entrevistados, as viagens aéreas não vêm tendo bons desempenhos nos últimos anos.

O cenário econômico do país e a ineficiência na geração de empregos podem explicar porque as viagens rodoviárias estão decolando. Quanto mais a inflação sobe, mais a renda da população brasileira fica comprometida, a instabilidade na manutenção do trabalho também limita os planos de quem quer visitar outros Estados em viagens de longa distância. É por isso que a procura por trajetos mais curtos aumenta, é o público direcionado das empresas rodoviárias, ao contrário das viagens de longa distância que têm com os aviões seu principal meio de locomoção. Na prática, as passagens rodoviárias são mais acessíveis do que as aéreas. Tirando os descontos e as promoções relâmpagos, o preço regular dos bilhetes rodoviários é sempre mais barato. O valor da passagem de ônibus também é fixado anualmente, enquanto o preço das passagens aéreas fica mais caro em épocas como esta, que a demanda pelo serviço é maior devido as férias.

Outro fator que conta ponto para o setor rodoviário são os investimentos com o sistema de reserva online, que facilita a aquisição do serviço, assim como os parcelamentos das passagens através dos cartões de crédito. Menos expressivas, as viagens de carro não chamam muito a atenção dos turistas, principalmente porque são mais cansativas quando o trajeto é demorado, sem contar com o aumento no preço dos combustíveis e dos pedágios. A pesquisa redou as capitais de Minas Gerais, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, para ouvir a opinião de mil entrevistados.

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