Coletivos de viagens é a melhor opção rodoviária

Apesar dos preços pagos para comprar passagem rodoviária estarem sendo parcialmente subsidiado por prefeituras em vários municípios do Brasil não é este o recurso mais utilizado pela maioria dos brasileiros na hora de se locomover por terra. Acontece que as pessoas gastam até cinco vezes mais para bancar viagens de automóveis do que embarcar em um ônibus. Segundo levantamento do IBEG – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística com base nos dados da POF – Pesquisa de Orçamento Familiar realizada em 2009, muitos trabalhadores que residem na zona urbana estão comprometendo seus orçamentos pagando caro por um transporte rodoviário.

A média gasta todo mês costuma chega a 15,23% e comprova o quanto a despesa é desproporcional comparada às gastas com os bilhetes de ônibus. Os dados foram divulgados pelo Ipea –  Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. A porcentagem gasta em transporte é a mesma correspondente a um valor de R$ 544,08 para uma família com renda média mensal de R$ 3.571,38. O que o órgão de pesquisa avalia é que os desvios do orçamento que estão sendo gastos nesse setor se dão devido ao aumento e promoção do salário mínimo e da renda mensal no Brasil o que motiva a todos terem um carro ou uma moto para se deslocar.

As despesas referentes a pagamentos de parcelas de veículos, empréstimos e compras esporádicas desta natureza somam, em média nacional, R$ 451,56, ou seja, o mesmo que 12,65% da renda fixa de uma família. O interessante da pesquisa está na diferença dessas despesas com as gastas para comprar passagens de ônibus, por exemplo. A diferença no valor é de até cinco vezes. Em média um brasileiro gasta por mês cerca de pouco menos de R$ 100 para andar de ônibus, o equivalente a 3% do seu salário. Um dos fatores que determina o peso dos custos é a intervenção de gastos secundários. Comprar um carro é assumir novas responsabilidades à frente, como a manutenção e o reparo, combustível, documentação e seguro, e até os valores pagos em estacionamentos e pedágios que não são cobrados quando a preferência são as passagens rodoviárias.

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