Com a recente greve em Belo Horizonte, Recife, Maceió, João Pessoa, Natal, Porto Alegre e São Paulo as companhias de viação foram muito procuradas. Os desacordos entre sindicatos e as empresas responsáveis pelo METRO e do sistema ferroviário continuam acentuados, provocando muitos engarrafamentos e superlotações de coletivos municipais, motos e carros. Com esses meios de transportes parados, pessoas começaram a irem trabalhar como os próprios automóveis, trazendo mais caos para as capitais. O rodízio de veículos foi suspenso inclusive na capital paulista, pondo de refém a prefeitura sob toda essa situação.

Os muitos trabalhadores das metrópoles citadas, muitas vezes saem de cidades vizinhas ou distantes até 100 km desses centros urbanos onde se deslocam usando mais de um meio de locomoção. A outra idéia é utilizar um ônibus interurbano, é o caso que tem ocorrido nesses dias e aumentado a venda dos bilhetes dessas transportadoras. As rotas mais usadas muitas vezes chegam a ser desviadas, devido resposta dos trânsitos nas principais avenidas e ruas. Mesmo com mais uso dos veículos não foi somente possível comportar a alta demanda de viajantes, proporcionando algumas viações a rodarem com quase 100% de suas frotas, sejam as conduções novas quanto àquelas mais antigas e utilizadas em casos de fretamento, turismo e modelos até como vans e micro-ônibus.

As auto viações tem consciência do seu papel como entidades que se preocupam com o acesso dos passageiros, mas sabem que esse movimento é uma situação aguda e que muitos não possuem condições diárias para a realização contínua de viajar pelas rodovias e estradas, pois suas firmas ou sua renda não são capazes de arcar com mais despesas, mesmo comprovando-se mais eficiência, conforto e qualidade dos transportes por ônibus rodoviários. A situação é acompanhada como sendo uma verdadeira “batata quente” onde as obrigações e direitos dos funcionários são deixados de lado, porém a união faz a força e nesses momentos de tensão, é que são percebidos a falta dos meios e o caos ocasionado em suas ausências. Os problemas são passados para as prefeituras das cidades, onde por sua vez, repassam para as auto viações, taxi e outras formas. Seres humanos sofrem por trabalho e o resultado acaba ferindo outros que, assim nem conseguem chegar ao seu expediente.

COMPARTILHARShare on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+